A minha vida perdeu o sentido
assim que consegui rodar a cabeça 325 graus.
Depois passei a maior parte do tempo no verão
a tentar rodar os restantes graus suficientes
para pôr a cabeça a andar à roda.
Deixei de vestir à moda,
deixei de olhar para os pés,
esqueci de que tinha umbigo.
Encontrei-me numa situação de perigo.
A maior parte das vezes ria e chorava dramaticamente.
Resolvi endoidecer de vez.
Foi neste estado e no meio da rua
que encontrei um homem que de profissão principal era mágico
e depois espião ao servico da rainha de copas
nos intervalos do almoço.
Usava já então alfinetes de dama
e cravava-os em partes de mim para experimentar
a idêntidade que julgava já ter perdido.
concentrei-me no umbigo
não resultou.
Precisava urgentemente de ajuda e o mágico tinha-se escondido.
Fugi com o agente secreto e pronto.
(text which gives name to net art collaborative work with Ana Carvalho)
I changed my name, cutt my hair just to be beautiful.
I asked my mother to bake a pie and a make a suit.
I want to marry you!
People say you're vain, mean and ugly. People say your
dying of sickness without pain.
I say I am yours!
I would buy a diamond necklace to see it on your big
naked body.
Although I can’t touch you.
I would steal a race car to see you drive and jump
into the sea in it.
I would be watching. Happy to see you happy.
I tell you all my best lies just to make you smile.
And I spend all my time giving you drugs to transform
myself in your eyes.
This is not love. This is me and you.
Rather put you on a leash than watching you leave.
Me, if only I could choose, I would escape from the day
we met.
- Alô? Ligou para a a empresa surpresa "Noivas de Aluguer" quem fala daí?
- Não se recorda de mim baiby?
- Sinto essa voz sexy e mouca. Mas não posso falar com estranhos. Daqui é Bianca e Gina as duas da dupla "Noivas de Aluguer"
- Baiby daqui sou eu, o que lhe paga aos Domingos para ser meu
figurino.
Noivas de Aluguer
E homem quando você quiser
se só tem trocados
podemos ser namorados
se tem mais um pouco
posso ser seu escravo
- Mi recordo de um dia ti conhecer com seus lábios cherry on aicy sugar em duas pilulas de alegria. Não mais pude me esquecer o seu cheiro de aniz.
- Daqui é Bianca e Gina, as gémias siamesas, pequenas, albinas e
chinesas.
- Você é meu ser superior. Mais homem que mulher porque um dia me leu poesia. Diz que lembra de mim por favor.
- Vou ter de desligar. Seu tempo esta a acabar, mas antes de ir lhe quero pedir um favor.
- mi fala por favor.
- Mi liga outra e outra vez. Amanha. E fale de você. Aqui Gina e Bianca inseparaveis pela linha da vida e suas noivas de aluguer. O amor é para quem quiser.
Sou sua mulher
pelo tempo que quiser
com contracto ao dia
lhe dou toda a alegria
de uma "noiva de Aluguer"
Quando o sol nasce
E um novo dia faz-se
Abreem-se as portas do Heavens
E saem suadas das nuvens da memória
as divas da história
Bianca e Gina, as duas gémeas siamesas,
Pequenas, albinas e chinesas
Saem da noite ás 10 da manhã
Do brilho da música.
Da memória.
São as noivas de aluguer de tour por Singapura
À procura do novo amor, à procura da loucura.
Noivas de aluguer é amor onde puder
é o private show mais anatómico
sem qualquer pudor ergonómico
são as duas entregues em dourada moldura
para um casamento que dura
sempre que houver...
uma noiva de aluguer
A canção mais torturante cantada por um mutante.
O seu interprete, Alfredo, um careca vibrante
oscilando de corpo de cão para mente de camaleão.
Canta ás terças para a Diva da prisão
A cela expande-se e cresce até se tornar um dos jardins exóticos do Japão.
Os pulmões pedem-lhe tabaco e pó colorido,
os olhos pedem bolas de sabão,
e tudo isto e muito mais lhe é concedido.
ás terças. Todas as terças e sempre que canta para a sua Diva
há orgias pelos cantos. De gente sozinha e de gente contente
os ouvintes da canção ritmam o corpo com a forma da emoção
os pés, as mãos, o ventre
... a canção
O autor do tema inédito
é Alfredo, o homicida realizado
O psicopata equilibrado
que se mata com amor apaixonado
que enlouquece por cantar para a sua Diva, a mulher-a-dias da prisão.
Tânia era a diva aclamada do circo. Apresentava o show do Homem Bala. Usava para o efeito um maiô vermelho cravado de dourados reluzentes sobre o fundo escuro do espectáculo e que faziam florinhas e linhas redondinhas.
O seu marido, o Homem Bala, era um homem pequenino que ficava obstruido (visualmente falando) pelo canhão que lhe servia de escritório durante o dia e de caixão/expeledor de homem a finjir que é uma bola, ou bala. O público tinha dificuldade em encontrá-lo e por isso ele usava um capacete reluzente onde se destacava uma estrela feita em croché e colada sabe-se lá com que cola. mas não descolava. O capacete cobria-lhe parte da cara, mascarava os olhos e dava ao homem, o bala, um ar mais feroz que as próprias feras.
Tânia tinha um caso secreto, um romance um tanto indiscreto com uma dominadora de minhocas biológicas. Vânia, o nome da sua quase-tudo, era mulher de boca grande, sempre pintada de vermelho e tinha um peito avantajado com os biquinhos sempre presentes. Fosse de propósito ou não, o caso é que não havia homem nem mulher que não ficasse hipnotizado. era a sua arma secreta para não pagar a conta da luz. o resto das contas correntes não se sabe, visto que é uma arma secreta, não é?
Esta história, a da Vânia e da Tânia tem o princípio perdido num tal acaso de olhares dourados com o fim ainda por escrever. Um romance para sempre continuado, encontrado de segunda a sexta nos cafés mas próximos da baixa da pequena cidade. Encontram-se e trocam cigarros, trocam olhares enamorados. e fazem planos concretos que saem com bolas de fumo dos cigarros e depois desaparecem.
A história do Homem Bala.
Um homem com uma estrela
Dourada e bordada no capacete.
Quem ta bordou, a mamã?
Quem o vê, lá em cima
Lá dentro
Lá no seu caixão particular e diário
Como um vampiro
Mas colorido
Como um lutador
Mais como um bicho voador...
Ou como uma libelinha ou um abelhão
Uma abelhão que tem ferrão
Uma libelinha que é colorida
É ele o Homem Bala. O Homem Bala
E não se cala quem o está a apresentar
O Homem Bala
Ele não para de se coçar
É duro
É encantador
Não passa de um idiota
Um estupor
A mulher trocou-o por outra.
Ele não era muito conversador.
E agora fica em casa nos dias de chuva
cose meias e joga computador.
Homem Bala, quem sabe o que essa estrela simbolicamente não cala...
Lily Drag’nDrop.
Queen em top e wonderbra.
A caminho do Algarve no seu descapotável,
Uma viatura amável cor-de-maracujá.
Vai de Lisboa a Madrid,
Vai visitar o marido,
Preso em Custóias
Por traficar doses elevadas de pó de escaravelho.
Ela ama-o. Ele é um querido.
Vai à disco em qualquer lado.
Engatou um marinheiro.
Chamou-lhe seu namorado.
Lily é fabulosa, tem uma tiara com um brilhante.
Mesmo no meio da cabeça, entre os dois olhos.
Com ela hipnotiza mulheres e homens.
É ela, a Lily,
a do bra, da cor de uma tal viatura,
a que tem cor de guaraná.